

A morte
As coisas estão na hora da morte. No Brasil e no mundo.
Pensando bem, quero ter uma morte alegre, simpática, amiga. Não aquela morte que dá três beijinhos falsos e sai desejando sucesso. Quero uma morte que dialoga bondade. Não quero uma morte sofrida, com dor. Quero alegre e brincalhona. Que dialoga com todos que amo. Com humildade sem egoísmo. Já pensou ter no seu velório pessoas que você admira? Como Chico Buarque, Pablo Neruda, Antônio Machado, Pablo Milanês, Silvio Rodrigues, Federico Lorca, Milton Nascimento, Belchior, Cesária Évora, Maria Betânia, Ramona Galarza, Gabriela Mistral, Violeta Parra, Mercedes Sosa, meu pai Sebastião, minha mãe Teresa de Jesus... Pessoas que pensam antes de falar. Ali ao lado de seu corpo. Seria o máximo de orgulho. Outra coisa: não quero reza falsa com pai nosso. Quero uma ave Maria, aquela que me deu a luz e me acompanha por toda vida. No dia que a morte me convidar para sair com ela vou sentir o melhor dia de toda história da humanidade. J Hilton
Jose Hilton Rosa
Enviado por Jose Hilton Rosa em 04/08/2026
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